Cinquenta anos da morte de um dos principais nomes da luta contra a ditadura. Em um sábado, 25 de outubro, no ano de 1975, Vladimir Herzog foi encontrado assassinado no porão do quartel-general do II Exército, no município de São Paulo. Jornalista, diretor de jornalismo da TV Cultura, Vlado tornou-se foco central no movimento pela restauração da democracia no País após o golpe de 1964.
Foi torturado e assassinado pelo regime. Mesmo tendo se apresentado voluntariamente ao órgão para "prestar esclarecimentos” sobre suas ligações com o Partido Comunista Brasileiro, não sobreviveu. Nenhuma reparação à vida dele e de tantos que lutaram contra o regime pode ser maior do que o processo de democracia do país.
Para que nunca mais ocorra período de igual tristeza e desumanidade e para manter viva a história, a Faculdade de Direito da USP se une com a Ordem dos Advogados do Brasil, o Instituto Vladimir Herzog, a Comissão Arns, a Escola de Comunicação e Artes da USP (Vlado era professor na Faculdade) e demais instituições no evento “50 anos da morte de Vladimir Herzog – O processo Herzog, a sentença que condenou a União”.
O evento acontece no Salão Nobre da FDUSP, na segunda-feira, 10 de novembro, a partir das 10h.
Terá na mesa de abertura o diretor da SanFran, professor Celso Campilongo, O presidente do Instituto Vladimir Herzog, Ivo Herzog; a presidente da Comissão ARNS, Maria Vitória Benevides; e o o presidente da OAB-SP, Leonardo Sica. A mediação ficará a cargo da jornalista Patrícia Campos Mello.
As exposições serão feitas Mário Sérgio de Moraes, historiador e pesquisador do período da ditadura e autor da obra “O Ocaso da Ditadura, Caso Herzog”; professora Maria Aparecida Aquino, História da USP; professora Clotilde Perez, diretora da ECA-USP; o jornalista Juca Kfouri; e o jurista José Carlos Dias.
Os paneis terão também Samuel Macdowell Figueiredo, advogado e autor da Ação Declaratória da Família Herzog contra a União; Márcio Moraes, desembargador; Luis Moreno Ocampo, jurista argentino, atuou como Procurador-Chefe do TPI, referência internacional em Justiça de transição.
O evento terá ainda o lançamento do livro “Um olhar feminino: conversas sobre política, cultura e história” e exposição de quadros de Vanessa Del Bel.
O Salão Nobre fica no primeiro piso do Prédio Histórico. Largo de São Francisco, 95, Centro-SP.
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