Eleita para comandar a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo na gestão 2026/2030, Ana Elisa Liberatore Silva Bechara assumiu a diretoria em 21 de fevereiro de 2026, tendo como desafio de gestão organizar a instituição para as comemorações do Bicentenário, a serem completados em agosto de 2027.
Conforme destacou, terá a dupla tarefa de assegurar a manutenção da trajetória de excelência ao longo destes 200 anos de atividades e, ao mesmo tempo, trabalhar para sanar os problemas atuais e as transformações vindouras, preparando a comunidade franciscana para que continue a escrever a história da Velha e Sempre Nova Academia, de estar sempre no centro dos grandes debates nacionais e, assim, contribuir com o Brasil de hoje e do amanhã.
Isso inclui lidar com os avanços tecnológicos e a inteligência artificial generativa, que trazem novas provocações à formação, ao ensino do Direito e ao sistema de Justiça.
Para alcançar algumas dessas conquistas, tem buscado o trabalho conjunto, com uma dinâmica e colaborativa, capaz de promover diálogo e sinergia nas mais diversas áreas em prol do melhor interesse da Faculdade e da sociedade brasileira. Trabalho este realizado com a Universidade de São Paulo, com alunas(os), professoras(es), funcionárias(os), para construir uma Academia cada vez mais forte.
Ana Elisa Bechara é graduada (1998), doutora (2004) e livre-docente (2011) pela Faculdade de Direito da USP, onde é Professora Titular de Direito Penal e Diretora.
Foi eleita presidente da Comissão de Legislação e Recursos da USP. Foi Diretora da Área de Gênero, Relações Étnico-Raciais e Diversidades na Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento da Universidade.
Participa como investigadora dos seguintes grupos internacionais de pesquisa:
(I) Aporofobia y Derecho Penal, financiado pelo Ministerio de Ciencia, Innovación y Universidades (Espanha); (II) Crime e Castigo: História do Direito Penal e das Ciências Criminais, junto à Universidade de Lisboa; (III) International Academic Network for the Abolition of Capital Punishment (Espanha); e (IV) Red de Investigación Respuestas a la corrupción asociada al crimen organizado transnacional, financiado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia da Colômbia.
Foi pesquisadora convidada junto ao Max Planck Institut für ausländisches und internationales Strafrecht (2009); à Rheinische Friedrich Wilheims Universität Bonn (2009) e à Universidad de Salamanca (2010).
É professora visitante da Universidad de Salamanca desde 2011, sendo docente do Programa de Doutorado "Estado de Derecho y Gobernanza Global" e do "Máster en Estudios Brasileños".
É membro do conselho editorial de inúmeros periódicos especializados, bem como de associações técnico-científicas nacionais e estrangeiras. Junto ao Governo do Estado de São Paulo, foi membro do Conselho Estadual de Política Criminal e Penitenciária; do Comitê Interinstitucional de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas; e do Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria de Administração Penitenciária.
Tem como principais linhas de atuação teoria do bem jurídico; hermenêutica penal; combate à corrupção; e questões de gênero e Direito.