Evento foi composto por de painéis e envolveu docentes e estudantes em torno de diversos temas
A importância de os pós-doutorandos difundirem a pesquisa, bem como aproximar todos os alunos da Graduação e da Pós-Graduação do processo de investigação foi um dos focos do “II Congresso de Pós-Doutorandos” da Faculdade de Direito da USP, que reuniu pesquisadores e estudantes em vários espaços da FDUSP.
Coordenado pelos professores Marina Zago e Patrick Cacicedo, respectivamente, presidente e vice-presidente da Comissão de Pesquisa, teve, além do painel de abertura, dez mesas de discussões dos projetos dos pós-doutorandos, possibilitando reflexões e debates entre os pesquisadores.
“O objetivo é que a gente tenha todo ano este encontro, aqui na Faculdade. A participação como expositor em mesa é um dos requisitos para a conclusão do programa de pós-doutorado”, observou a professora Marina aos presentes. “O objetivo do congresso é que vocês compartilhem as pesquisas entre vocês. É o nível de pesquisa mais avançada que a gente tem aqui”.”
O Congresso tem também o objetivo de treinar os participantes para a apresentação de pesquisa, se transformando em uma arena de construção da pesquisa com um público mais qualificado, bem como buscar contribuições.
A docente Ana Maria Nusdeo, que preside a Comissão de Cooperação Internacional e Nacional, ressaltou que a maior parte dos pesquisadores também exercem uma atividade profissional, tanto mais na etapa do pós-doutorado, e que possa gerir as energias que vão para a pesquisa e para as atividades profissionais. “O pós-doc pode também auxiliar nas atividades, nas disciplinas de graduação, sendo uma oportunidade de interação com a Graduação. As oportunidades são muito grandes, e devem aproveitar esse tempo e a própria São Francisco, que tem um papel muito efervescente”.”
“A nossa ideia é que vocês participem o máximo possível da vida universitária”, acrescentou Cacicedo. “Em princípio, a sua pesquisa é realizada por vocês de maneira individual, tanto que o nome não é orientador, é o supervisor, porque vocês já são doutores, são pessoas que têm autonomia para pesquisarem por si, mas que todas as atividades são vinculadas e devem ser submetidas e dialogadas com o supervisor, a supervisora de vocês”, acrescentou.
Entre alguns dos temas, estiveram em debate “Administração Pública, Regulação e Políticas Públicas”, “Burocracia desleal, democracia defensiva e Direito Administrativo Sancionador”; “Risco regulatório”; “O resultado das operações do Banco Central do Brasil em perspectiva jurídica”; “Incorporação de tecnologia em saúde, descentralização assistencial e financiamento”; “Reconhecimento de qualificações no ensino superior”; “Caleidoscópio da responsabilidade médica: passado, presente e futuro”;
Outros pontos em discussão: “Criminologia, Sistema Penal, Família e Gênero”; “Direito Internacional, Direitos Humanos e Governança Global”; “Direito Empresarial, Insolvência e Contratos”; “Processo Civil, Processo Constitucional e Precedentes”; “Direito Penal, Processo Penal e Política Criminal”; “Direito do Trabalho e Transformações Digitais”; “Sustentabilidade, Direito Ambiental e Urbanismo”; “Constituição, Democracia e Teoria do Estado”; e “Filosofia do Direito, Teoria Jurídica e Transformações Tecnológicas”.
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