A Sala dos Estudantes da Faculdade de Direito abrigou (30/04) uma ação de coleta de amostras de sangue para cadastro como doador voluntário de medula óssea no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea. A iniciativa foi promovida pela Associação Atlética XI de Agosto da FDUSP.
Tendo como foco central o apoio à aluna da Faculdade Lorelai Gabrielli Santos Cavalcanti, que precisa de transplante de medula, os estudantes que compareceram passaram a fazer parte do cadastro como um potencial doador, cujos dados ficarão disponíveis para avaliação de possível compatibilidade com um paciente no Brasil ou em outros países, e a doação de células-tronco hematopoiéticas (também chamada de medula óssea) só acontecerá quando você for compatível com um paciente.
Responsável pela ação na FDUSP, o médico da Santa Casa de Misericórdia Denys Fujimoto, explicou o funcionamento da coleta. De acordo com ele, as chances de encontrar um doador compatível é difícil. Por isso, as ações se estendem para vários pontos.
A estudante Isabella Bianco contou um pouco da emoção de participar da campanha e poder ser voluntária. “Hoje participei da campanha de doação de sangue e cadastro de medula óssea na São Francisco. Confesso que fui um pouco nervosa, porque sempre tive dificuldade com veias — geralmente é difícil de encontrar. Dessa vez, deu tudo certo e, para minha surpresa, foi muito rápido. Em menos de 10 minutos, todo o processo já tinha terminado”, disse.
De acordo com ela, apesar do nervosismo inicial, vale muito. “Fico muito feliz por ter conseguido ajudar, ainda mais sendo por uma colega franciscana. Torço de coração para que ela se recupere logo e possa voltar para as Arcadas com a gente”.” Ela acrescenta que, para quem não conseguiu participar, é possível ajudar doando em um hemocentro.
Para ser doador, é preciso estar em bom estado de saúde; não ter doenças infecciosas ou incapacitantes, como HIV, hepatites, câncer ou doenças autoimunes graves. O doador deve estar ciente de que só será chamado se for compatível com algum paciente que esteja na fila de espera.
A doação tem início com cadastro no REDOME. O voluntário realiza um exame de sangue simples, que identifica suas características genéticas. Os dados ficam armazenados no banco nacional. Se houver compatibilidade com um paciente, o doador é convocado para exames complementares e, se confirmado, realiza a doação.
Faça parte. Busque mais informações: https://santacasasp.org.br/doemedulaossea/
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