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Acelerando as mudanças para um futuro sustentável: a Conferência da ONU sobre a Água 2023

Patrícia Iglecias, professora de Direito Civil da Faculdade de Direito da USP e superintendente de Gestão Ambiental da USP, Tamara Gomes, assessora na Superintendência, e Caroline Marques Leal Jorge Santos, doutoranda pela FDUSP

 

“Em 2015 foi feita uma promessa de solução para a crise da água e agora nos restam apenas sete anos para cumpri-la”, disse o ministro do Meio Ambiente da Dinamarca na plenária da Conferência da ONU sobre a Água 2023, em Nova York, que não ocorria há 46 anos. Esse alerta tem sido a linha condutora de diversas discussões no âmbito da Conferência. Em comum há o consenso de que para encontrar soluções para a crise mundial da água é preciso que os setores público, privado e a academia trabalhem em parceria.

A Convenção da Água é muito clara quanto à necessidade de cooperação e boa governança em relação aos recursos hídricos para que seja possível garantir o acesso à água potável. E enquanto o saneamento é um dos pontos mais sensíveis para os países em desenvolvimento, a segurança alimentar e a manutenção dos ecossistemas, a necessidade de adaptação às mudanças climáticas e o uso circular da água são desafios que afligem também os países desenvolvidos. Diante desse cenário surgem questionamentos de ordem prática, entre eles, como estimular inovações na agricultura que ao mesmo tempo garantam segurança alimentar. A academia cada vez mais tem se debruçado sobre esse e outros temas em busca de possíveis respostas.

Mas soluções em escala também dependem de investimento. A ONU aponta que cerca de 46% dos habitantes do planeta não possuem serviços de saneamento seguros, o equivalente a 3,6 bilhões de pessoas. Dessa forma, a universalização da água tratada depende da convergência entre a produção do conhecimento, sua incorporação nas políticas públicas e a existência de financiamento para a implementação.

Nesse sentido, o programa USP Sustentabilidade vem desenvolvendo pesquisas que conectam as mais diversas ciências com problemas reais a serem endereçados pelas políticas públicas, fruto do protagonismo que a atual gestão reitoral tem conferido à sustentabilidade como um tema central que merece toda atenção no âmbito da Universidade.

Diante disso, uma delegação da USP chefiada pela SGA acompanhou as discussões que aconteceram ao longo dos três dias da Conferência da Revisão Geral Intermediária da Implementação da Década da ONU para Ação na Água e Saneamento (2018-2028).

“Água é vida”, conforme afirmou a ministra de Recursos Hídricos do Quênia. Mas a despeito de ser o recurso mais abundante do planeta, apenas cerca de 0,01% do total de água na Terra encontra-se disponível para ser utilizada por uma população de mais de 7 bilhões de habitantes. Assim, a necessidade de valoração da água foi ponto fundamental nos debates que envolveram o nexo: água-alimento-energia-ecossistemas. As iniciativas para soluções baseadas na natureza, circularidade, bioeconomia, diálogos políticos e técnicos voltados ao fortalecimento das ações que garantam o acesso a água também foram pontos altos durante a conferência.

Sendo um bem comum, a água afeta todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), razão pela qual ela se tornou um dos principais temas das agendas internas e internacional dos Estados.

 

Promoção da Educação

No Brasil, a USP, que se destaca na promoção da educação, ciência e governança, tem, em parceria com o setor privado, concentrado esforços para o fomento de iniciativas tecnológicas capazes de trazer eficiência e equidade para o uso da água.

A interdisciplinaridade entre os temas de engenharia, meio ambiente, economia, agricultura, direito, entre outros, tem o objetivo de construir soluções e mecanismos para a tomada eficiente de decisão na gestão dos recursos hídricos, promovendo a demanda equilibrada entre os diferentes usos/setores. Por meio do programa USPSusten, as pesquisas acadêmicas foram direcionadas para algumas ações concretas de enfrentamento da atual crise global de água, com projetos voltados para a conservação das águas subterrâneas por meio da implementação de diretrizes para recarga de aquíferos, proteção dos oceanos e adaptação às mudanças climáticas, valoração dos subprodutos do tratamento de efluentes, reúso da água para a agricultura irrigada, assim como tecnologias de baixo custo e ciência de dados para monitoramento da qualidade da água potável.

Alinhada com o tema da campanha global da ONU, Be the change (“Seja a mudança”), a SGA desenvolve ações de conservação buscando construir, de forma participativa, uma universidade e um planeta mais sustentáveis.

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