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ChatGPT pode ser boa ferramenta pedagógica, desde que tenha transparência sobre seu uso

A inteligência artificial pode ser uma ferramenta muito útil para estudantes. Porém, a preocupação com o Chat GPT, assim como outras inteligências artificiais generativas, despertou alerta na área educacional, tanto nas instituições de ensino quanto nas empresas editoriais. Agora, a preocupação inicial diz respeito principalmente a plágio ou a usos que violariam direitos autorais, conforme assinala o professor Juliano Maranhão, Filosofia e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito da USP, que é referência na matéria em termos nacionais e internacionais. De acordo com ele, pode trazer ainda, por parte da atuação das(os) alunas(os), um nível de engajamento menor. Isso porque, existe o risco de o GPT fazer a atividade, não havendo um envolvimento efetivo dos alunos.

“De qualquer forma, essa é uma preocupação semelhante a que apareceu com outras tecnologias. Mesmo o buscador, o Google, de início na área de Educação, trouxe preocupações em relação a plágio. Agora, se tornou uma ferramenta corriqueira de utilização generalizada. Foi aos poucos sendo incorporadas como ferramenta pedagógica”, ressalta.

O docente adiciona que é exatamente isso que pode acontecer com o ChatGPT. Ele pode ser usado como ferramenta pedagógica não só para o aluno fazer uma redação inicial, que deve, então, ser revisada depois.

Ou seja, deve servir como ferramenta para que esse estudante se prepare para a prova, pedindo que o GPT formule questões relevantes sobre o tema. Ou seja, pode comparar suas respostas com as do GPT, lembrando (sempre) que o GPT não é uma ferramenta de pesquisa.

“O GPT, incorporado ao Bing ou Bard, que é lançado pelo Google, já são acoplados a ferramentas de pesquisa. Mas como instrumento de conversa e elaboração de textos, ele pode trazer mais elementos que permitam ao aluno e autores (até mesmo os professores) desenvolverem atividades pedagógicas com maior amplitude.

Sobre sua importância como ferramenta para a avaliação de alunas(os), Maranhão ressalta que, pela análise de dados, é possível direcionar e especificar a evolução de cada estudante considerado de forma individual. Ele explica que existem sistemas de inteligência artificial que propõem exercícios conforme o nível de dificuldade e evolução do aluno numa determinada matéria.

“Então, em vez de ser aplicado um conjunto de questões ou de exercícios ou de avaliações gerais para toda a classe, cada aluno pode interagir com uma plataforma e ter a sua avaliação e propostas também de complementação do ensino, de evolução do aluno na matéria, direcionadas e especificadas as suas habilidades e aquilo que especificamente ele vem trazendo de evolução em cada disciplina”, ressalta.

Com essa forma de uso, os sistemas de inteligência artificial podem trazer um grande avanço em relação a isso. Resta, porém, a preocupação com a substituição do professor. “É importante também que essas ferramentas sejam utilizadas como complementos e não como substituição do professor, porque a experiência humana na evolução, na formação da personalidade do aluno e na identificação, engajamento na matéria, é muito importante”, adverte.

Juliano Maranhão defende que, para a utilização do GPT nas universidades, nas faculdades ou em qualquer instituição de ensino, por parte do corpo docente, é importante que haja um treinamento. ‘Existem atividades ou tarefas que podem ser beneficiadas pelo uso do GPT, mas é muito importante que a instituição desenvolva uma política transparente de uso. Isso aumenta a confiança na relação entre alunos e professores”, adiciona.

De acordo com ele, muitos professores deixam de dar determinadas atividades, como trabalhos de final de curso, porque se preocupam com o aluno utilizar o GPT e não efetivamente desenvolver de modo independente aquele trabalho. “Então é importante que isso esteja regrado, como utilizar transparência na sua utilização, seja o aluno indicar no que usou ou não o GPT”, reforça.

A mesma lógica cabe para o professor, que também orientar o uso do GPT e de outras inteligências artificiais generativas, com transparência para que gere confiança e o chat GPT possa ser uma ferramenta pedagógica útil que vai colaborar na formação do conhecimento dos alunos.

“É claro que o uso da ferramenta principalmente para preparação de material didático pode também economizar tempo dos professores, mas obviamente precisa ser revisada e há necessidade também de ajuste dentro da política da instituição de ensino sobre como os professores vão usar o GPT na formação do material didático”, finaliza.

 

Edição: Kaco Bovi

 

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