Professora Ana Elisa Bechara (diretora da FDUSP) deu às boas-vindas aos docentes que foram aprovados em 2026 para dar aulas em vários departamentos
Atenção e cuidado com os estudantes, internacionalização, foco na questão institucional e liberdade de cátedra foram alguns dos principais temas de café da manhã que reuniu a diretora da Faculdade de Direito da USP, Ana Elisa Bechara, com os docentes recém-ingressos à instituição.
Participaram do encontro José Paulo Micheletto Naves, Departamento de Direito Penal, Criminologia e Medicina Forense; Ricardo Dal Pizzol e Guilherme Henrique Lima Reinig, ambos do Departamento de Direito Civil; Guilherme Jardim Jurksaitis, Departamento de Direito do Estado; e Ariel Engel Pesso, Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito.
Em uma conversa descontraída, a professora Ana Elisa apresentou aos novos docentes algumas das principais demandas que irão encontrar na Faculdade. Falou dos desafios da modernidade, trazidos pela Inteligência Artificial, dos projetos em andamento e dos preparativos para os 200 anos da fundação da FDUSP, na ocasião da criação dos Cursos Jurídicos no Brasil, em 1827.
Ressaltou a convivência com os estudantes, cada vez mais participativos e plurais, e que é preciso pensar o que será para o futuro.
Quanto à internacionalização, observou que criar redes institucionais são essenciais, especialmente pelo fato de os docentes estarem em uma das principais universidades da América Latina, bem ranqueada mundialmente. “São muitas as universidades no mundo que buscam parceria com a Faculdade”, disse.
Ana Elisa indicou para que eles se aproximem dos Departamentos, dos grupos de pesquisa e extensão desde as mais simples às internacionais. “Muitas vezes, os próprios alunos propõem grupos e atividades de extensão sobre temas essenciais”.”
Quanto à liberdade de cátedra, ressaltou que os docentes devem usar seus níveis de conhecimento, para desenvolver o que há de mais adequado, dentro da sala de aula. “Inovem na metodologia, com um método de ensino mais participativo”.”
Com relação às tecnologias, reforçou que é preciso fornecer instrumentos aos alunos para uma formação adequada às novas demandas. “A gente tem de inovar”, disse.
Sobre a infraestrutura, falou das novas conquistas, começando pelo Prédio da Biblioteca que está em construção, do Edifício da Fecap, recém-integrado à Faculdade e do terreno no Largo de São Francisco, que tem previsão para a construção de um Fórum Jurídico, onde os alunos poderão aprender na prática os desafios da profissão.
Ainda sobre a Biblioteca, ressaltou a digitalização do acervo e que no prédio novo estão sendo pensados espaços de permanência para que os estudantes usufruam o máximo possível do local e reaprendam a frequentar os espaços de leitura.
Outro ponto tratado, foi a assinatura do projeto de revitalização do Largo de São Francisco, elaborado em conjunto com a Associação dos Antigos Alunos e a Fundação Arcadas, que contrataram o projeto arquitetônico e entregaram à Prefeitura (o prefeito Ricardo Nunes esteve presente na cerimônia), como um presente à cidade.
Sobre a permanência, tratou do Projeto de reforma do Espaço da Atlética XI de Agosto, da Sala de Teses de Láurea e do Espaço Maria Augusta Saraiva (onde funcionava a Livraria), primeira aluna a estudar na São Francisco.
Edição: Kaco Bovi
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