Projeto foi apresentado por representantes do Museu e da Biblioteca para a diretora da Faculdade
O Bicentenário dos Cursos Jurídicos no Brasil vem ganhando mais projetos ao longo dos dias a serem realizados, até as os festejos em 11 de agosto de 2027. No dia 1º de abril último, representantes da já bicentenária Biblioteca da Faculdade de Direito da USP e do Museu da instituição reuniram-se com a diretora da FDUSP, Ana Elisa Bechara, para discutir a criação da exposição que marcará a efeméride dos 200 anos.
Entre os presentes, estiveram a presidente e membros das Comissões correlatas ao Museu e da Biblioteca professores Ivette Senise, Heloisa Barbuy, Samuel Barbosa, Ignacio Poveda, Maria Cristina Carmignani; a diretora da Biblioteca, Maria Lucia Beffa; juntamente com Leonidas Balabakis e Sergio Novaes.
A ex-diretora da FDUSP, Ivette Senise, aproveitou para apresentar alguns pontos da proposta da exposição, correalizada com o Supremo Tribunal Federal, e que será itinerante. A proposta é ter início em Brasília, no STF, passando por Pernambuco (UFPE), e voltando à São Paulo (FDUSP), onde a intenção é que se torne permanente, no Largo São Francisco.
De acordo com o projeto, para marcar as comemorações do bicentenário de criação dos cursos jurídicos no Brasil, a mostra abordará a escolha do Direito como primeira área de ensino superior e o papel das Faculdades na formação de quadros para administração do País recém- independente. Em especial, será considerada a história dos tribunais a partir da Constituição de 1824 até a primeira Constituição republicana, de 1891, da qual emergiu o STF.
Entre alguns dos temas a serem abordados estão Independência política do Brasil; os tribunais na Constituição de 1824, passando pelas demais. Também devem entrar elementos que retratam as Bibliotecas das duas primeiras Faculdades (Pernambuco e São Paulo), grandes juristas, o ensino do Direito Constitucional nos Cursos Jurídicos.
Ana Elisa lembrou que a correalização fará com que a Faculdade possa oferecer o máximo de material para a realização da mostra. Para ela, a exposição servirá para aproximar ainda mais o Supremo da sociedade, mostrando o papel de todo o sistema jurídico desde os tempos embrionários até os dias atuais. “Já estou com vontade de visitar”, disse, ao ouvir os relatos de como será a mostra.
Entre alguns dos pontos tratados no bate-papo ficou registrada a importância da expansão do museu que, atualmente, está instalado em uma sala no primeiro piso, para um espaço mais amplo.
Barbuy lembrou que sistema atual é mais simples e que, com a proximidade dos 200 anos, cria-se a necessidade de ter este local maior. Os presentes debateram outras questões como acessibilidade e pontos fundamentais para que sejam instaladas exposições.
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