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Sustentabilidade e os cuidados com a pessoa humana foram debatidos em evento no Auditório Rubino de Oliveira

As dificuldades enfrentadas pelas mulheres, em termos de vulnerabilidade, do cuidar das famílias, pautas as falas

 

Temas urgentes de direito ao cuidado e sustentabilidade nas cidades foram discutidos em evento no Auditório Rubino de Oliveira da Faculdade de Direito da USP. Organizado pela professora Patrícia Iglecias, superintendente de Gestão Ambiental da USP e professora da FDUSP, teve mesa composta por Luciana Lanna, da Comissão de Mudanças Climáticas da OAB-SP; Simone Gatti, do Fundo FICA; e Vivian Barbour, da Comissão de Direito Urbanístico da OAB-SP.

Ao abrir as falas, Iglecias ressaltou as questões postas em debate com o papel central da mulher dentro dessa lógica que envolve desde políticas públicas às questões ambientais.

Barbour, por sua exposição, assinalou o significado de ter uma mesa formada com reflexões com o Mês da Mulher. Sobre o direito ao cuidado relatou que a existência humana demanda energia. “Quero chamar atenção para a centralidade do cuidado. Pensar sobre o cuidado é mudar o paradigma de como pensamos nossa existência no mundo. A gente vive o paradigma da competição, que é do extrativismo predatório, que destrói por onde passa, e o cuidado para a gente sobreviver, que está sendo feito em base de colaboração”, disse.

De acordo com ela, o cuidado tem suas dimensões. O primeiro, o de cuidar (poder cuidar de alguém). “Poder cuidar de alguém não é automático. A gente tem situações, por exemplo, de mulheres em situação de rua que tem filhos e seus filhos são levados sem que elas tenham a possibilidade de escolher”. Em segundo, se cuidar; em terceiro, ser cuidado.

Ela acrescentou que tudo está muito ancorado no debate sobre a divisão sexual do trabalho. “É essa noção de que existe um trabalho que é produtivo, aquele que tem valor econômico, que é historicamente associado aos homens, que se dá no espaço público e que gera mais valia no sistema capitalista”, disse para assinalar o sentido da invisibilidade da mulher. “Os materiais masculinos reforçam a individualidade do homem. É o busto, é a caneta do fulano. E os materiais que se referenciam à mulheres são os que a pulverizam”.”

Lanna associou o direito ao cuidado com as mudanças climáticas. De acordo com ela o cuidado com as pessoas que enfrentam enchentes, as ondas de calor sem infraestrutura urbana adequada. “A ciência social trata o problema climático, as mudanças climáticas. Ela categoriza como ‘wicked problem’, que é um problema de difícil ou impossível resolução, porque ele tem a incidência de três fatores: altamente complexo, imprevisível e contraditório’.”

Para ela, é uma questão que está em desenvolvimento e ainda não existe uma solução. “Revela essa crise climática como algo mais profundo, que ela é uma crise de cuidado”, afirmou, acrescentando que o debate é tão relevante que está sendo cuidado no âmbito do STF.

Gatti fez apresentação do trabalho desenvolvido pelo Fundo Fica. “Trabalhei muitos anos estudando política habitacional no Brasil e a gente, vendo as famílias em situação de vulnerabilidade, percebíamos o quanto que superar a linha da pobreza é algo quase impossível”, disse. Por isso, destacou a importância de dar moradia, no geral, mas que é preciso estabelecer políticas de cuidado. Ilustrou sua fala com imagens e reforçou que as famílias em situação de vulnerabilidade não conseguem acesso aos serviços públicos. “A primeira coisa que se faz, por meio de uma equipe multidisciplinar, envolve assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, advogados, para atuar em todas as frentes, sobretudo na questão da saúde física e psicossocial”, disse, ponderando que há um desafio muito grande no Brasil – embora tenha o SUS e os programas de saúde da família – nem todas as pessoas recebem os serviços básicos. “A gente tem feito um trabalho enorme junto às redes públicas de saúde para que essas pessoas possam receber esse serviço básico em casa, porque muitas vezes são mulheres com três filhos e elas não conseguem ir aos serviços públicos, pela sobrecarga de cuidar dos filhos, da casa...”, adicionou.

 

Assista. Compartilhe: https://www.youtube.com/watch?v=G0GidBr1RZ0&t=1601s

 

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