Docente foi homenageado na competição que seguirá até dia 25 de outubro
Edição: Kaco Bovi
A possibilidade do aprendizado na prática de como atuar na arbitragem em decisões judiciais e uma homenagem a um dos principais nomes em matéria arbitral, o professor Hermes Marcelo Huck, marcaram cerimônia de abertura da XVI Competição Brasileira de Arbitragem e Mediação Empresarial, promovida pela Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP. Entre ensinamentos aos estudantes que irão participar das disputas até domingo e dicas de como se comportar nas disputas, os presentes fizeram diversos elogios ao homenageado, precursor da metodologia. A aula magna foi ministrada pelo professor José Alexandre Tavares Guerreiro.
De acordo com os organizadores, um dos eventos mais importantes do calendário jurídico acadêmico do país e da América Latina, reunindo estudantes, professores, profissionais e instituições que acreditam na arbitragem e na mediação como caminhos de diálogo, técnica e evolução da justiça privada. Na abertura, um vídeo traçou um pouco da história do surgimento e da criação da Camarb e, na segunda mesa, outro vídeo relatou a trajetória de Marcelo Huck, com depoimentos de muitos que com ele trabalharam e trabalham.
Ao iniciar as falas da primeira mesa, Cristian Lopes, presidente da Camarb, professor na Universidade Federal de Minas Gerais, ressaltou o fato de ter mais 850 participantes divididos em 67 equipes de arbitragem e mediação, que serão avaliados por cerca de 300 profissionais com experiência destacada. “Acho que a competição não é apenas um evento único no calendário da arbitragem brasileira, porque proporciona uma simulação bastante prática, realizada por alunos de direito e jovens profissionais”, disse. “Além disso, é uma oportunidade de essas pessoas terem seus trabalhos expostos aos avaliadores que são conhecedores da matéria, que podem dar um feedback e proporcionar o crescimento profissional desses alunos”, disse.
Relatou ainda a oportunidade de os competidores poderem estudar os doutrinadores, para gerar uma boa argumentação. E agradeceu aos presentes nas pessoas da professora Paula Forgioni e do docente Carlos Carmona, ambos da FDUSP.
Campilongo reforçou a alegria da Faculdade em.poder render homenagem a professores da faculdade. E acrescentou: “Uma alegria enorme para a faculdade receber um evento dessa magnitude e tão tradicional, que consegue mobilizar tanta gente do Brasil e do exterior. Isso mostra a força, o dinamismo desta área da reflexão e da prática jurídica”.
Paula Forgioni, Carlos Carmona e Rodolfo Amadeu compuseram o segundo painel, ao lado do professor Huck e do docente Guerreiro, entre outras autoridades. Na extensão da mesa, o docente José Augusto Fontoura Costa também teve direito a fala.
“É emocionante ver esse Salão Nobre lotado, com jovens do país inteiro para homenagear novamente um dos responsáveis pelo sucesso da arbitragem no país”, disse Forgioni.
Carmona acrescentou: “Nos últimos 30 anos, nós temos tido oportunidade de trabalhar juntos. E isso foi para mim realmente uma grande lição”.
No alto do púlpito do Salão Nobre, Marcelo Hulk ministrou mais uma aula. Antes, assistiu ao vídeo que demonstrou sua paixão pela arbitragem e pela docência que o levou a salas de aulas, onde formou gerações de alunos.
“Eu acho que nunca na vida ouvi falar tão bem de mim tantas vezes como hoje”, brincou Hulk. “Na realidade são duas coisas que trazem felicidade, somada em primeiro lugar pela pela homenagem da Camarb, porque é uma instituição que eu tenho imenso carinho. Em segundo lugar, pela homenagem estar sendo feita aqui nesse salão nobre da faculdade de direito, onde eu pisei pela primeira vez há 65 anos como aluno”, afirmou.
O jurista contou que, quando veio a arbitragem e começaram os casos, anos depois, “veio a lei e a decisão do Supremo, para consagrar a arbitragem como uma jurisdição constitucional, uma jurisdição privada amparada pelo direito de livre escolha”.
Mediação serve para quem tem boa-fé, para quem tem a capacidade de conhecer os argumentos do outro. Eu chamo, eu digo que na mediação é essencial a empatia processual. Empatia processual é saber perceber, é ter a boa-fé de perceber que o outro também tem algum direito e se colocar na posição do outro”.”
Guerreiro destacou a amizade com o professor Hulk e os ensinamentos que ambos passaram para seus discípulo.
Sobre a arbitragem, afirmou: “Quando nós examinamos uma cláusula que parece limitada a uma tecnicalidade da lei, estamos examinando alguma coisa que pode ir além da mera estipulação contratual”, acrescentou.
Assista, compartilhe:
https://www.youtube.com/live/Ueaodh9jcAo?si=q4rQ2jvsmcPFnNq6
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