A iniciativa viabilizará a elaboração de soluções para ampliar a segurança, a acessibilidade e a permanência de pessoas, fortalecendo a identidade histórica da Região Central
No dia em que a Faculdade de Direito da USP completou 199 anos (11 de agosto), a cidade ganhou um presente por intermédio da instituição. Foi assinado Convênio de Requalificação do Largo de São Francisco entre a Universidade de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo, por intermédio da São Paulo Urbanismo, da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento e da Secretaria Municipal das Subprefeituras. O consórcio é formado também pela Associação dos Antigos Alunos da FDUSP e pela Fundação Arcadas e prevê o desenvolvimento de estudos e projetos de requalificação do Largo e de seu entorno.
A ideia é ampliar a arborização da região e aumentar em 1.500m² as calçadas nos arredores da SanFran. Dessa forma, transformar o Largo em um espaço de permanência.
A vice-Reitora da USP, Liedi Bernucci, ressaltou que o Largo de São Francisco é uma área que dignifica o saber. “A Universidade busca, com esta grande iniciativa, unir a riqueza que é a preservação da nossa história com a funcionalidade que respeita a sociedade moderna, promovendo a mobilidade inteligente, humanizando a dinâmica do presente cotidiano do Centro da nossa metrópole”, disse.
Conforme destacou a Diretora da FDUSP, professora Ana Elisa Bechara, a FD está no Largo há 200 anos, tempo em que a cidade passou por muitas transformações. “A assinatura de cooperação é história por conta da Fundação da Faculdade de Direito. Há quase 200 anos estamos neste mesmo local e com a mesma missão de contribuir com a cidade de São Paulo, com o Estado de São Paulo e com o País”, disse.
“Não víamos outra forma melhor de comemorar nosso bicentenário do que presenteando nossa sociedade com um projeto de requalificação, aqui do entorno do Largo de São Francisco e, por que não, a requalificação do próprio Centro da cidade”, acrescentou.
O presidente da SP Urbanismo, Pedro Martin Fernandes, ressaltou que a intenção da reforma é trazer mais moradias para a região central, para que, com maior ocupação, as ruas fiquem menos desérticas e mais seguras.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes disse que a requalificação do Largo São Francisco faz parte de um esforço conjunto para recuperar e reocupar a Região Central.
O presidente da Associação dos Antigos Alunos, Rui Caminha, assinalou que uma das preocupações da reurbanização está na segurança, especialmente à noite, quando há problemas de iluminação nos arredores. Também contou um pouco da história da Faculdade e reforçou: “Esse é um dos projetos que estamos doando à cidade”.
Roberto Quiroga, presidente da Fundação Arcadas, foi um dos responsáveis por reunir escritórios de Advocacia para o engajamento no projeto de requalificação. “Quando soubemos do projeto, a gente se empenhou de uma forma bastante forte”, disse. A seguir, agradeceu os escritórios que apoiaram o projeto.
Entre os presentes, estiveram o secretário Especial de Projetos Estratégicos de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, o diretor do Centro de Estudos Constitucionais do STF, professor na FDUSP Fernando Facury Scaff, o vice-Diretor da FDUSP, Ronaldo Porto Macedo Jr., o ex-ministro Celso Lafer.
Também compareceram, Otavio Luiz Rodrigues Jr., Superintendente Jurídico da USP; Heleno Taveira Torres, Superintendente de Relações Institucionais da USP; e José Maria Arruda de Andrade, Procurador-Geral da USP, e demais.
A Associação será responsável pelos estudos. Sem transferência de recursos públicos, a iniciativa viabilizará a elaboração de soluções para ampliar a segurança, a acessibilidade e a permanência de pessoas, fortalecer a identidade histórica do Largo São Francisco e qualificar um dos principais espaços públicos do Centro de São Paulo.
Também serão desenvolvidas propostas de paisagismo, arborização, drenagem sustentável, iluminação, pavimentação, mobiliário urbano e valorização do patrimônio histórico e cultural da região.
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