Em reunião., Ana Bechara, Giuseppe Romito, Maria Deboni e Fernanda Carrer trataram do “Projeto de Cuidados Bucais às Mulheres que Sofrem Violência”
A diretora da Faculdade de Direito da USP, Ana Elisa Bechara, recebeu os diretores da Faculdade de Odontologia da USP, Giuseppe Alexandre Romito e Maria Cristina Zindel Deboni, e a docente Fernanda de Almeida Carrer (FOUSP), para tratar do “Projeto de Cuidados Bucais às Mulheres que Sofrem Violência”. A intenção, conforme relataram na reunião, é formar uma rede de apoio, envolvendo unidades da USP, representantes do sistema de Justiça e de outras instituições, para ajudar no combate à violência contra as mulheres.
Para além do apoio jurídico, psicossocial e todos os organismos que fazem a triagem, a o atendimento odontológico é essencial para ajudar na identificação os casos de agressões físicas. De acordo com eles, a região da cabeça, pescoço e face é uma das mais visadas pelos agressores, pois une a facilidade de exposição à simbologia psicológica de dominação sobre a vítima.
A intenção é conversar com os principais organismos e estabelecer critérios que possam permitir à mulher ter apoio e segurança. Por conta disso, conforme observaram, o trabalho conjunto, com suporte jurídico, é essencial. As conversas se darão ainda com secretarias, como a das mulheres.
Ana Elisa reforçou que é de total interesse da FDUSP estar envolvida. Agradeceu o convite e realçou a importância de ter essa interdisciplinariedade convidando todas as faculdades da USP, como a de Medicina. “É um projeto muito democrático para todas as faculdades que queiram trabalhar em conjunto”, afirmaram.
Para Giuseppe, é fundamental que seja feito o atendimento de todos os setores envolvidos. Dessa forma, a mulher “poderá ser devolvida à sociedade, no momento certo, sem os grandes traumas do sofrimento”. Com apoio de retorno ao trabalho, aos estudos e a vida social.
A rede de apoio ampla poderá fazer com o atendimento seja de forma integral. Passando por atendimentos psicológicos, jurídicos e de cuidados com a saúde. Um longo caminho a ser percorrido, podendo criar Grupos de Extensão voltados para a questão.
Entre outros pontos, falaram dos projetos para as docentes e funcionárias existentes nas duas unidades, bem como da necessidade de incluir os homens no debate, para que eles possam ter conhecimento e trabalhar em conjunto pelos direitos das mulheres.
Um dos programas iniciados na FDUSP proporciona reuniões mensais, organizadas pela Comissão de Inclusão e Pertencimento, com funcionárias e docentes.
Na FOUSP há uma proposta para abrir um espaço permanente de discussão para fortalecer os laços de pertencimento, acolhimento e integração das mulheres e valorizar suas trajetórias acadêmica, científica, profissional e institucional.
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