Evento reuniu autoridades e representantes da sociedade civil; dentre as quais, a presidente do STM
A Faculdade de Direito da USP abrigou (13/08) o lançamento em São Paulo da Plataforma Digital para coleta de assinaturas ao Projeto de Lei do Movimento Mais Mulheres na Política. O objetivo é contar com apoio popular à iniciativa que reserva 50% das cadeiras do Poder Legislativo brasileiro para mulheres, com 25% do total de vagas destinado às mulheres negras. Os organismos envolvidos buscam recolher 1,7 milhão de assinaturas para enviar o texto ao Congresso Nacional.
O evento reuniu dirigentes dos movimentos, parlamentares, representantes da sociedade civil. Participaram a Diretora da FDUSP, Ana Elisa Bechara, a presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministra Maria Elizabeth Rocha. Vera Lúcia Taberti, conselheira do Conselho Superior do Ministério Público; Rita Lara, presidente do CA XI de Agosto; a coordenadora geral do movimento projeto de lei Mais mulheres na política, Ana Maria Lorena Campos; Stephanie Ramos do movimento Mulheres Negras decidem, entre outras autoridades.
Tanto Ana Elisa quanto a ministra Elizabeth se colocaram à disposição para a coleta de assinaturas. Assine https://www.stm.jus.br/institucional/observatorio-pro-equidade/movimento-mais-mulheres-na-politica
Para ser encaminhada à apreciação do Congresso Nacional, a proposta precisa reunir mais de 1,5 milhão de assinaturas de eleitores brasileiros. Elizabeth Rocha afirmou que a participação do STM na campanha representa uma forma de o Estado cumprir compromissos constitucionais e enfrentar desigualdades históricas.
“É obrigação do Estado, de todas as suas instituições, Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, concretizar promessas constitucionais, concretizar direitos fundamentais que vêm sendo postergados há tantos anos”, assinalou. Para ela, a dívida histórica do Brasil com as mulheres exige ações concretas voltadas à construção de uma sociedade mais igualitária.
Ana Elisa destacou a importância de as instituições unirem vozes na direção de igualdades, para fazer a diferença no País. “Atingir a finalidade de mais mulheres na política, é pensar numa democracia de verdade. Mas não dá para falar em democracia sem equidade de gênero”, disse.
A diretora acentuou a necessidade de formar uma massa crítica que possa levar à visibilização e discussão de vários problemas, sobre vários temas, que ficam invisíveis. “Não porque os homens não façam direito, mas porque faltam vozes, femininas e falta o trabalho conjunto, coletivo”.”
Entre alguns das estatísticas apresentadas, números da ONU mostram a triste realidade de o Brasil aparecer na 133ª posição entre 183 países em ranking internacional de representação feminina parlamentar. Além disso, figura entre os últimos colocados na América Latina e no Caribe.
Para Rita Lara, cada fala e conversas sobre o tema fazem diferença. “Essa iniciativa tão incrível sobre a importância de em quem votar, é uma questão essencial”.”
A coordenadora-geral do movimento Ana Campos contou um pouco sobre a inciativa, ressaltando que os primeiros passos foram dados em 2019. “A frase que a gente mais ouvia era ‘espera’”. lembrou.
Stephanie acentuou que é importante falar sobre mais mulheres na política. “São essenciais as conversas para que a gente consiga fazer a diferença e que a sociedade ajude a mudar o Brasil”, disse.
A transmissão completa por ser conferida em https://www.youtube.com/watch?v=7lhvRUGw5qY
Assine. Participe: https://www.stm.jus.br/institucional/observatorio-pro-equidade/movimento-mais-mulheres-na-politica
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