“Hoje é um dia histórico. Não é só a abertura de um evento. É a abertura de uma página. E páginas, quando viradas, não voltam mais a ser em branco”, a fala de abertura do lançamento da União Nacional das Advogadas Criminalistas e Acadêmicas, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP, deu tom a uma grande vitória da advocacia criminalista feminina.
Em um salão lotado, em sua maioria mulheres, foi um momento de emoção. Trata-se de um ideal coletivo que se torna realidade. Um movimento que nasce para garantir voz, espaço, igualdade e protagonismo às mulheres da advocacia criminal.
Marcaram presença, as presidentes nacionais e copresidentes de todos os estados. Pela diretoria da FDUSP, estiveram Ana Elisa Bechara (vice-diretora) e Celso Campilongo (diretor).
Foi um momento de comprometimento com a união das advogadas, magistradas, procuradoras e promotoras de justiça, docentes, autoridades. Dentre as quais, a jurista Silvia Pimentel.
A apresentação da carta de fundação, documento que oficializou o nascimento da UNAA, foi feita por Ana Paula Trento. Antes de ler o texto, agradeceu às presentes; dentre as quais Alessandra Jirardi, copresidente por São Paulo, que se empenhou na luta para tornar possível essa realização.
Diz a carta que a UNAA tem por finalidade congregar a advocacia criminal, em especial às advogadas criminalistas e as acadêmicas de direito, promovendo cooperação, aprimoramento, união e solidariedade entre as integrantes da classe advocatícia, bem como defender a valorização e a independência da advocacia criminal, em especial das advogadas, assegurando a efetividade de suas prerrogativas no livre exercício profissional. Busca ainda estimular o debate e soluções para problemas da advocacia criminal, em especial das advogadas e acadêmicas de direito”.
Campilongo ressaltou que a FDUSP, única academia de Direito instalada há quase 200 anos no mesmo local, não seria lugar mais adequado para o lançamento da UNAA. “Um lugar muito apropriado para uma cerimônia dessa magnitude”.
Ana Elisa fez um relato das dificuldades enfrentadas pelas mulheres para o ingresso na carreira docente. “Tivemos a primeira professora mulher, nesta faculdade, somente na década de 1940. E hoje somos apenas 16% de todo nosso quadro docente. No topo da carreira (professoras titulares), não chegamos sequer a 10%. Isso diz muito. Diz que a gente ainda está em um universo machista. E isso tem de mudar”, assinalou. Ana Elisa aproveitou para convidar para o lançamento da “Galeria das Professoras da FDUSP”, nesta sexta-feira (29 de agosto), a partir das 11h.
As transmissões estão no canal do Instagram da Faculdade de Direito da USP.
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