Pela previsão, no início de janeiro será inicia a instalação dos revestimentos nas fachadas
As obras do novo Prédio da Biblioteca da Faculdade de Direito da USP, que irá abrigar boa parte do acervo e terá avanços tecnológicos para adaptar a instituição aos novos tempos, preservando sua histórica bicentenária, seguem em ritmo acelerado. Pelos cálculos do engenheiro responsável pelo edifício, Carlos Costa, por volta de 65% do escopo total está pronto.
“No início de janeiro iniciaremos a instalação dos revestimentos nas fachadas e, em fevereiro daremos início às montagens dos elevadores e monta-cargas. A grua foi removida e avançamos bastante nas alvenarias”, informa. O engenheiro exemplifica, que, pelas laterais já é possível observar os fechamentos em alvenarias; bem como as bases das caixas d'água.
Para os diretores Celso Campilongo e Ana Elisa Bechara (que assumirá a diretoria em 2026), será um excelente presente para comemorar os 200 anos da criação da Faculdade de Direito (2027). “Ganharemos esse novo espaço tanto para população uspiana quanto para os frequentadores externos que estão no local cotidianamente”, assinalam. “A(O) aluna(a), pesquisadores e docentes terão toda infraestrutura para estudar, fazer pesquisa etc.”, afirma Campilongo.
“A biblioteca é a essência, é nossa joia da coroa da Faculdade. Na verdade, a biblioteca é a razão de ser da fundação da Faculdade de Direito, aqui em São Paulo”, acrescenta Ana Elisa.
As conversas têm caminhado em conjunto com os responsáveis pelos setores administrativo e de compras e da Biblioteca, para que o mobiliário também esteja encomendado, para instalação da segunda etapa (pós-obras).
A nova estrutura visa abrigar os volumes circulantes, que poderão ser consultados livremente pelo público. É prevista também reforma no atual prédio da biblioteca – que continuará abrigando os volumes raros -, com a modernização da sala de consulta para novas instalações elétricas, ampliação dos espaços de estudo e um projeto de digitalização do acervo.
A biblioteca foi inaugurada em 24 de abril de 1825, dois anos antes da criação da SanFran, sendo a primeira biblioteca pública do Estado de São Paulo. Foi instalada nos fundos do convento franciscano do Largo de São Francisco e seu acervo era composto por exemplares reunidos pelos frades.
À época, tinha cerca de 5 mil livros. Hoje, possui mais de 300 mil volumes — considerando também periódicos e publicações de outras categorias. E está sempre em expansão. Recentemente, a Congregação aprovou recepcionar a biblioteca do Professor Emérito Goffredo da Silva Telles Jr., em doação feita pelas antigas alunas Maria Eugênia Raposo da Silva Telles e Olivia Raposo da Silva Telles, respectivamente viúva e filha de Goffredo.
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