Espaço, totalmente restaurado, foi adotado pelos professores Flávio Luiz Yarshell e Oreste Laspro
Edição: Kaco Bovi
Preservação do patrimônio histórico e o sentimento de pertencimento à Faculdade de Direito do Largo de São Francisco foram reforçados durante a inauguração da Sala Dino Bueno. No terceiro piso do Prédio Histórico, o espaço foi adotado pelos professores da SanFran e antigos alunos Flávio Luiz Yarshell e Oreste Laspro.
Teve todas as cadeiras, lousa paredes e outros pontos restaurados (por conta de o prédio ser tombado, o professo é de restauro, para preservar a identidade histórica). Além disso, ganhou equipamentos de audiovisual e estrutura condizente com a proposta de atender alunos e professores com infraestrutura adequada.
Um momento de orgulho e alegria para a Faculdade, conforme ressaltou o diretor da instituição, professor Celso Campilongo. “Momentos de grande alegria para a Faculdade são esses de inauguração de novos espaços, novas salas”, disse. Campilongo lembrou que nos recentemente foram inauguradas as salas Dino Bueno, Lygia Fagundes Telles e Pedro Lessa e que ainda há outras, com projeto pronto para serem adotadas.
“Isso é possível pelo empenho dos adotantes dos espaços e da Associação dos Antigos Alunos (instituição responsável pelo projeto)”, com uma participação decisiva da comunidade acadêmica”, acrescentou. E aproveitou para fazer um agradecimento especial ao presidente da Associação, Paulo Henrique Pereira, pelo desempenho intenso e constante para concretizar os projetos. “Um trabalho espetacular, com muitos e merecidos elogios”
“São momentos que demonstram a afinidade o amor à Faculdade dos antigos alunos, aqui, ao meu lado, os professores Flávio e Oreste, são os dois responsáveis por esse projeto”, assinalou.
Oreste aproveitou para lembrar um pouco da dinâmica para a execução do projeto, nas conversas iniciais para adoção da Sala. “Esse é o mínimo ato, singelo, que os antigos alunos podem fazer pela Faculdade”, disse. Sobre a parceria com Yarshell, brincou: “Foi uma discussão longa, um debate intelectual. Demorou quase 15 segundos, porque eu cheguei e falei assim, ‘Flávio, estou quase em vias de me aposentar, estou pensando em adotar uma sala na faculdade. Ele falou: eu também’”.
Por sua fala, Yarshell foi tomado pela emoção. “Estamos aqui para celebrar algo que a gente fez, mas, seguramente, que a gente não fez sozinho. Então, é a obra de todos nós. E há muitos significados”, assinalou. E acrescentou: “Significa essa gratidão que a gente tem pela faculdade. É também a positivação, a perpetuação da minha amizade pelo professor Oreste. Realmente, ele tem razão. Foi muito espontâneo, muito rápido. Nós decidimos e eu (sinceramente) nem pensei. Colocamos o coração no projeto e dissemos: vamos fazer o que for preciso”.
Yarshell destacou ainda o empenho da Associação dos Antigos Alunos, que prestou um relevantíssimo serviço. “Quero agradecer, também, a diretoria, meus amigos, colegas de departamento, aos familiares que nos apoiam, que sofrem conosco. É sempre bom comemorarmos essas vitórias”, adicionou.
Por sua vez, Paulo Henrique agradeceu a todos, especialmente aos professores que adotaram o espaço e os diretores da FDUSP, Celso Campilongo e Ana Elisa Bechara. Fez uma menção especial aso professor José Rogério Cruz e Tucci, ex-diretor e um dos precursores do Programa Adote uma Sala da SanFran, e aos funcionários da instituição, elencando Maria Luiza Isern, Camilo Funchal Jr., e Valdemar Pereira Santos Filho.
“Continuo sonhando com a Faculdade”, ressaltou Cruz e Tucci, lembrando das primeiras discussões sobre o projeto e ressaltando o fato de a iniciativa ter sido levada adiante pelo diretor que o sucedeu, professor Floriano de Azevedo Marques Neto, e pela atual diretoria.
A quarta-feira (29/06) foi marcada por mais uma etapa de preservação do patrimônio da Faculdade de Direito da USP, com a inauguração oficial da Sala Conselheiro Crispiniano. Localizado no piso térreo do Prédio Histórico, o espaço foi totalmente renovado com a contribuição por meio do Programa “Adote uma Sala da SanFran”.
Coube à diversas Turmas, lideradas pelo advogado Ricardo Aprigliano, contribuírem para que uma das mais importantes e a mais antiga Academia de Direito do Brasil possa oferecer infraestrutura de ponta para todos. Dessa forma, estudantes, professores e servidores passaram a contar com uma sala dotada de infraestrutura e padrão de tecnologia.
Os diretores – professores Celso Fernandes Campilongo (diretor) e Ana Elisa Bechara (vice-diretora) – ressaltaram o significado de mais uma sala restaurada. Campilongo agradeceu em nome de Floriano de Azevedo Marques Neto (diretor 2018/fev-2022), que cuidou de todos os detalhes para tornar possível a reforma. “Fizemos um álbum com todas as salas, o que facilitou muito e, de grão em grão, a maioria das vezes com antigos alunos. Eu sempre defendo que o produto da faculdade tem de ser formado por seus antigos alunos. Quem é franciscano tem um sentimento muito íntimo. Imagine, nós, professores, que entramos aqui e nunca mais saímos”, adicionou.
Para saber mais sobre o projeto e adotar um espaço, mande e-mail para secretaria@arcadas.org.br .
Do processo restaurativo
A restauração das salas é feita sem perder a identidade do Prédio Histórico. Dessa forma preserva todo patrimônio no trabalho de restauro de piso, lambris, pintura, atualização da iluminação, troca de forro, elétrica, áudio e visual.
Em uma visita à Sala, antes da liberação para uso, Ana Elisa Bechara e Marques Neto destacaram alguns dos pontos de curiosidade. Primeiro o fato de terem mantido as manivelas originais de abertura das janelas; segundo, que foi adotado o processo de Estratigrafia, em que são retiradas todas as camadas até chegar no substrato. Ou seja, da camada mais recente até a cor original.
Dessa forma, é possível identificar por quais alterações históricas a sala passou. Também é aplicada a técnica de prospecção exploratória, cuja função é identificar se há pinturas decorativas.
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