Um dos principais nomes do Direito Processual, a professora Ada Pellegrini Grinover nasceu no dia 16 de abril de 1933 na cidade de Nápoles, na Itália. Em 1951, por conta do contexto político italiano pós-guerra, veio para Brasil. Em 1953, ingressou na Faculdade de Direito da USP.
Seu primeiro cargo como professora foi na área de Direito Constitucional, na PUC-SP, em 1971. Dois anos depois, obteve a livre docência em Direito Processual Civil com o estudo “Garantia constitucional do direito de ação e sua relevância no processo civil” e, em 1980, tornou-se professora titular do Departamento de Direito Processual da FDUSP, com a tese “Liberdades Públicas e processo penal: as interceptações telefônicas”, cargo do qual foi aposentada apenas em 2003.
De 1984 a 1988, foi chefe do Departamento e foi responsável pela criação da disciplina de “Tutela Jurisdicional dos Direitos Difusos” na pós-graduação da FDUSP.
Sua vida acadêmica foi marcada pelas áreas de Direito Processual Civil, Direito Processual Penal, Direito Público e Direito Constitucional. Dentre as mais diversas obras, destacam-se “Teoria Geral do Processo” (1979), “Provas ilícitas, interceptações e escutas” (2013) e “Ensaio sobre a processualidade: fundamentos para uma nova teoria geral do processo”].
Contribuiu para a formulação da Constituição Federal (1988), do Código Civil (2002), do Código de Processo Civil (2015) e da reforma do Código de Processo Penal (1941). Integrou a comissão do anteprojeto da Lei de Ação Civil Pública (1985), a comissão de elaboração do Código de Defesa do Consumidor (1990) e a comissão de elaboração da Lei de Pequenas Causas (1995). Por fim, foi coautora da Lei de Interceptações Telefônicas (1996), da Lei de Ação Civil Pública (1985) e da Lei do Mandado de Segurança (2009).